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sábado, 12 de fevereiro de 2011

PLACAS DESPROGRAMADORAS

FACULDADE ODONTOLOGIA DE MANAUS







ANDERSON JOSÉ MATOS DE ALMEIDA







PLACAS DESPROGRAMADORAS







MANAUS-2010
ANDERSON JOSÉ MATOS DE ALMEIDA






PLACAS DESPROGRAMADORAS






Trabalho apresentado ao curso de Graduação da Faculdade de Odontologia de Manaus, como requisito parcial para obtenção de nota na disciplina de clínica integrada I.
Orientador: Prof. Dr. Osvaldo Shirata.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 2
REVISÃO DA LITERATURA 3
DISCUSSÃO 5
CONCLUSÃO 8
REFERËNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 9





MANAUS-2010

INTRODUÇÃO

Disfunções temporomandibulares, desoclusões e ate problemas periodontais quando causados por estresse sobre o periodonto, podem ser diminuídos ou mesmo eliminados com o uso de placas oclusais, desde que haja uma correta avaliação e planejamento adequado do caso.

REVISÃO DA LITERATURA

Em 2005, SIMA e colab., fazem um estudo comparando a severidade dos sinais e sintomas das desordens craniomandibulares em 25 pacientes edentados parciais inferiores submetidos a tratamento por meio de placas interoclusais, uso noturno. As observações clínicas consistiram no exame da sensibilidade dolorosa muscular e da ATM, na auscultação dos ruídos articulares e no registro dos movimentos mandibulares. Após análise estatísticas concluiu-se que os pacientes apresentavam um grau de severidade maior das desordens craniomandibulares antes do uso da placa interoclusal

MACHADO e colab. (2007), através de uma revisão de literaturas avaliam que a placa oclusal pode ser indicada em periodontia, uma vez que uma oclusão ajustada diminui o estresse sobre o periodonto. Para um diagnóstico periodontal são analisadas: o grau de mobilidade dental e a presença de maloclusão ou patologias oclusais. As placas visam proteger dentes, o ligamento periodontal e ATM, distribuindo de forma equilibrada, as forças, tensões e contatos oclusais.

PÁDUA e colab. (1998) descrevem uma forma rápida e precisa de confecção de placa miorrelaxante, visando o mínimo de ajuste por parte do cirurgião dentista. No laboratório, são removidas as retenções das bases dos modelos de gesso, confecciona-se guias de orientação nas bordas lateral anterior e posterior do modelo superior. Com os modelos montados em ASA, faz-se a delimitação da área a ser ocupada pela placa, onde se faz a escultura da mesma, polimeriza-se de maneira convencional, o modelo é recolocado no articulador para o ajuste oclusal com broca freza.

ZUIM e colab. (2008) revisam literaturas abordando os diferentes tipos de placas e suas finalidades. As placas interoclusais tratam sinais e sintomas relacionados às DTMS e fazem proteção dentária em casos de bruxismo. As placas estabilizadoras de cobertura total aliviam dores musculares causadas por hábitos parafuncionais, proporcionando uma oclusão funcional por apresentar superfície plana que estabelece contatos. As placas de estabilização são utilizadas como meio de diagnóstico em caso de desarmonias oclusais. As placas frontais são empregadas para o controle de espasmos musculares e trismo. As placas reposicionadoras são indicadas em casos de ruídos articulares devido ao deslocamento anterior do disco.

TURCIO e colab. (2008) avaliaram a sensibilidade dolorosa dos músculos masseter e temporal anterior por meio de palpação digital, antes e após o uso de placas interoclusais resilientes e rígidas. Foram selecionados 10 pacientes dentados com dor muscular e bruxismo, avaliados por meio de anamnese e exame físico. Todos os pacientes receberam como forma de tratamento uma placa interoclusal. Cinco receberam placa resiliente e cinco receberam placa de resina acrílica prensada.

DISCUSSÃO

PLACAS INTEROCLUSAIS NO TRATAMENTO DE DORES DA ATM.
Em 2005, SIMA e colab fazem um estudo comparando a severidade dos sinais e sintomas das desordens craniomandibulares em pacientes edentados parciais inferiores submetidos a tratamento por meio da utilização de placa interoclusal, uso noturno. As placas interoclusais foram confeccionadas sobre modelos de gesso obtidos a partir de moldagens das arcadas superior e inferior dos pacientes. Os modelos foram montados no articulador semi-ajustável e a placa interoclusal encerada e acrilizada. Os contatos bilaterais simultâneos foram ajustados, assim como as guias de lateralidade e protrusiva. As observações clínicas consistiram no exame da sensibilidade dolorosa muscular da ATM, na auscultação dos ruídos articulares e no registro dos movimentos mandibulares. Após análise estatística conclui-se que os pacientes apresentavam uma prevalência significantemente maior no grau de severidade das desordens craniomandibulares antes do uso da placa interoclusal, e que um exame clinico minucioso e o correto planejamento e indicação desse tipo de aparelho são fatores importantes no sucesso do tratamento.

PLACA OCLUSAL NO TRATAMENTO PERIODONTAL.
MACHADO e colab. (2007) através de uma revisão da literatura avaliam que a placa oclusal pode ser indicada em periodontia, ajustando a oclusão e diminuindo o estresse sobre o periodonto. As placas visam proteger dentes, ligamento periodontal e ATM, distribuindo as forças, tensões e contatos oclusais. A redistribuição das forças entre todos os dentes diminui a mobilidade dentária. A análise no uso de placas de mordida resiliente ou rígidas em pacientes constatam uma eficiência maior na placa noturna rígida, pois a mesma inibe certos movimentos mandibulares. De acordo com a literatura analisada, pode-se concluir que˸
1. A placa oclusal mais indicada em periodontia é a de consistência rígida e superfície oclusal plana, devidamente ajustada do ponto de vista dos contados oclusais e guias.
2. A placa oclusal pode ser utilizada durante a fase de procedimentos básicos, podendo ter seu uso estendido ate a fase de complementação oclusal.
3. A placa oclusal pode beneficiar o periodonto em algumas situações de sobrecarga, distribuindo de maneira equitativa as forças oclusais excessivas e eliminando a memória proprioceptiva parcial ou total sobre ele.

CONFECÇÃO DE PLACA NO LABORATÓRIO
PÁDUA e colab. (1998) descrevem uma forma rápida e precisa para confecção de placa miorrelaxante em laboratório. Removem-se as retenções das bases dos modelos de gesso e confecciona-se guias de orientação nas bordas laterais, anterior e posterior do modelo superior. Com os modelos montados em ASA, faz-se a delimitação da área a ser ocupada pela placa, onde se faz a escultura da mesma. Após a polimerização o modelo é recolocado no articulador para prosseguir ao ajuste oclusal como auxilio de broca fresa, até serem constatados contatos em todos os dentes1 em relação Centrica. Após o ajuste, a placa é removida do modelo e polida. A montagem do modelo superior pela técnica do modelo dividido agiliza os procedimentos laboratoriais. A possibilidade de voltar o modelo ao articulador após a acrilização para confirmar os contatos obtidos, diminui o tempo clínico do dentista e tempo de cadeira do paciente.

PLACAS OCLUSAIS E SUAS FINALIDADES
ZUIM e colab. (2008) revisando literaturas, abordem os diferentes tipos de placas e suas finalidades. As placas interoclusais são utilizadas no tratamento de sinais e sintomas relacionados às DTMS e proteção das estruturas dentárias em casos de bruxismo. As placas estabilizadoras de cobertura total aliviam dores musculares e problemas oclusais. As placas frontais controlam espasmos musculares e trismo, seu emprego é indicado apenas em situações emergenciais. As placas reposicionadoras são indicadas em casos de ruídos articulares devido ao deslocamento anterior do disco. A escolha das técnicas de confecção de placa depende de cada situação clinica. O material adequado para a confecção de placas deve proporcionar conforto ao paciente, facilitar o ajuste oclusal e ter baixo custo. De acordo com a literatura consultada˸
• Resinas acrílicas autopolimerizáveis seriam viáveis para utilização em curto período.
• Placas de cobertura parcial estão indicadas somente em situações emergenciais e em curtíssimo espaço de tempo.
• Materiais resilientes4 não devem ser considerados na terapia de DTM, mas apenas para protetores bucais.
• Na confecção de placa, os modelos devem ser montados em articulador, em máxima intercuspidação.
PLACA OCLUSAL NA REDUÇÃO A SENSIBILIDADE DOLOROSA
TURCIO e colab. (2008) avaliaram a sensibilidade dolorosa dos músculos masseter e temporal anterior por meio e palpação digital, em pacientes com dor muscular e bruxismo, antes e após o uso de placa interoclusal resiliente e rígida. Cinco pacientes receberam placa resiliente que não receberam ajuste, e cinco receberam placas de resina acrílica, as quais foram ajustadas de forma a manter os contatos oclusais bem distribuídos. Os resultados demonstraram que ambos os tipos de placas reduziram a sensibilidade de dor a palpação digital e a um aumento do limiar da dor ̕a pressão. Pode-se concluir do estudo piloto que˸
• Ambas as placas analisadas levaram a uma diminuição da sensibilidade a palpação e a um aumento do limiar da dor.
• Após duas semanas de uso, houve aumento significativo no limiar da dor do musculo masseter nos dois grupos estudados, entretanto no musculo temporal o aumento do limiar ocorreu após uma semana, mantendo-se similar após duas semanas de uso, para ambos os grupos.
• São necessários estudos por períodos mais longos para a verificação da durabilidade dos efeitos de ambas as placas, uma vez que as placas resilientes sofrem deformação mais rapidamente que as rígidas.

CONCLUSÃO

Com base nos dados coletados na revisão da literatura é possível concluir que muitos problemas oclusais podem ser eliminados com uso de placas oclusais, seja elas resilientes ou rígidas, sendo as de consistência rígida geralmente as mais indicadas devido a uma maior durabilidade. Cabe ao CD indicar a placa mais adequada para cada caso.

REFERËNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. MACHADO, E. M.; CONDE, M. C.; CARVALHO, C. V.; MICHELI, G.; LOTUFO, R. F. M.; ROMITO, G. A., O uso de placas oclusais como coadjuvante do tratamento periodontal, Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo, 19(20˸201-208, mai-ago.,2007.


2. P̕ADUA, A. S.; ALMEIDA, C.; SANTOS, E.; ALVES, J. M. P.; OLIVEIRA, M. B.; KAKIDA, P. K., PLACAS MIORRELAXANTES˸ CONFECÇÂO E AJUSTE NO LABORATORIO, R. Un. Alfenas, (4):49-53,1998.


3. SIMA, F. T. & GIL, C., Estudo comparativo do grau das desordens craniomandibulares em pacientes edentados parciais antes e após a utilização de placas oclusais, RPG Rev. Pós grad, 12(2):179-85,2005.


4. TURCIO, K. H. L.; ZUIM, P. R. J.; SOUZA JÚNIOR, O. B., EFEITO DE PLACAS INTEROCLUSAIS RÍGIDA E RESILIENTE NO TRATAMENTO DAS DESORDENS TEMPOROMANDIBULARES: ESTUDO PILOTO, Revista Odontológica de Araçatuba, 29(2)30-35,2008.


5. ZUIM, P. R. J.; GARCIA, A. R.; COSTA, P. S.; TURCIO, K. H. L.; ZAZE, C. A., COMO FAZER PLACAS INTEROCLUSAIS? ALGUNS ASPECTOS A SE CONSIDERAR, Revista Odontológica de Araçatuba, 29(2):40-45,2008.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

LER (LESAO POR ESFORÇO REPETITIVO

As LER são um fenômeno relacionados ao trabalho, provocadas pelo uso inadequado e excessivo do sistema que agrupa ossos, nervos, músculos e tendões. Típicas do trabalho intenso e repetitivo, as LER são causadas por diversos tipos de pressão existente no trabalho que afetam as pessoas, tanto física quando psicologicamente.

Lesões por traumas cumulativos, distúrbios cervicobraquiais ocupacionais, síndrome ocupacional do “overuse”, são termos utilizados como sinônimos de LER, que atualmente recebe a denominação oficial de Doenças Osteomuscular Relacionada ao Trabalho ( DORT); entretanto, por ser um termo mais conhecido, optamos por utilizar neste artigo a nomenclatura LER.


FORMAS CLINICAS:

De uma maneira geral, são vários os fatores existentes no trabalho, que podem concorrer para a ocorrência de LER. O principal seria o desrespeito aos fatores ergonômicos e antropométricos, além de repetitividade de movimentos, manutenção de postura inadequada por tempo prolongado, esforço físico, invariabilidade de tarefas, pressão mecânica sobre determinados segmentos, trabalho muscular estático, vibração e frio.


SINTOMAS:

O profissional apresenta dor, parestesia, edema, sensação de peso, fadiga de aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores e perda da força muscular.
A conjunção destes fatores, somados aos aspectos psicossomáticos, fazem com que a vida pessoal e profissional seja afetada. É muito como a queda da performance no trabalho, por vez causando o afastamento temporário das atividades laborais.


CUIDADOS IMPORTANTES:

Quanto mais precoce o inicio do tratamento, tanto mais favorável será o prognóstico. A variedade de tratamento é ampla e abrange desde uma simples imobilização com terapia antiinflamatória e fisioterapia, até a realização de cirurgia. Para CUNHA (1988), basicamente o tratamento resume-se em quatro pontos importantes:
-Repouso e dieta, reduzindo a atividade nas articulações afetadas, favorecendo a possibilidade de restabelecimento do profissional.
-Alivio da dor e diminuição do processo inflamatório com o uso de analgésicos e relaxantes musculares.
-Medidas ortopédicas, indicam apenas para a correção d e postura, deformidades ou anormalidades que venham á ocorrer.
-Medidas cirúrgicas, somente em alguns casos, quando a intervenção cirúrgica é a única medida capaz de restituir a capacidade funcional e diminuir a dor.


LER E A ODONTOLOGIA

A odontologia envolve na sua prática, atividades repetitivas, excesso do uso de força nas mãos, esforço para namutenção de postura de postura antinaturais, sobrecarga dos membros superiores em oposição a uma imobilidade relativa dos membros inferiores, além de outros fatores que pedem propiciar o aparecimento das LER. Ainda segundo GREEN, BRAUN ( 1963), os cirurgiões dentista apresentam a seguinte problemática:
-sentam ou permanecem em pé durante longos períodos de tempo
-abaixam excessivamente a cabeça
-frequentemente mantêm os cotovelos a uma altura acima do ombro
-o mau posicionamento mantém os cotovelos a uma altura acima do ombro.
- o mau posicionamento de a mesa auxiliar obriga-os a estender o braço e a mão para alcançar os objetivos de trabalho.
Mantêm acentuada lordose cervical e dorsal.
Quando trabalham em pé, tendem a se apoiar quase sempre no mesmo membro inferior e, quando sentados, posicionam-se na beira dos bancos, não havendo apóio da coluna dorso-lombar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

REABILITAÇÃO ESTÉTICO-FUNCIONAL EM ODONTOPEDIATRIA

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REABILITAÇÃO ESTÉTICO-FUNCIONAL EM
ODONTOPEDIATRIA

Apesar de todos os procedimentos preventivos utilizados em Odontopediatria, ainda são frequentes os casos de crianças com necessidade de reabilitação estético-funcional, devido à perda de dentes decíduos (de leite) por cárie precoce da infância. As alterações estéticas e funcionais causadas por estas perdas podem influenciar no desenvolvimento social da criança.

A prótese total é o último recurso a ser utilizado com a finalidade de restaurar a função mastigatória, normalizar a fonação, a estética, e possibilitar um ajuste social e emocional do paciente.

Na infância, a cárie dentária é considerada a doença mais comum dentre aquelas que não regridem espontaneamente.

crianças de pouca idade podem apresentar os dentes decíduos destruídos de tal forma pelas lesões de cárie que o único tratamento possível é a completa exodontia. Nesses casos, a prótese total torna-se o último recurso a ser utilizado
com a finalidade de restaurar a função mastigatória, normalizar a fonação, a estética, e possibilitar um ajuste social e emocional da criança.




Em caso de uso de uma prótese por criança, os pais devem levá-la a cada tres meses ao dentista, para um acompanhamento do crescimento da arcada dental da criança, e a irrupçao dos dentes permanentes. O dentista fará os ajustes que se fizer necessários.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

NOMECLATURA E CLASSIFICAÇÃO DAS CAVIDADES (Dr. MONDELLI )

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Nomenclatura e Classificação de Cavidades ( Dr. Mondelli )

Nomenclatura é um conjunto de termos específiocs de uma ciência, arte ou técnica. Na Odontologia o conhecimento da nomenclatura das cavidades é fundamental para a compreensão do preparo da cavidade.
Ela pode ser denominada de acordo com:
a) Número de Faces em que ocorre:
Simples- uma só face;
Composta- duas faces;
Complexa- três ou mais faces;
b) As faces do dente envolvidas, recebendo o nome das respectivas faces.
Exemplos:
Cavidade preparada na face oclusal: cavidade oclusal
Cavidade que se estende da face oclusal à face mesial: cavidade mésio-oclusal
Cavidade que se estende às faces mesial, oclusal e distal: cavidade mésio-ocluso-distal
Quando a preparação envolve as faces mesial, oclusal e lingual: cavidade mésio-ocluso-lingual.
A denominação das faces pode ser abreviada com as letras iniciais de cada uma sem pontuação.Exempos:
O- Oclusal
MO- Mésio-oclusal
MOD- Mésio-ocluso-distal
c) A forma e extensão das cavidades: intracoronárias, intra-extracoronárias, extracoronárias parciais e extracoronárias totais.
Inlay, onlay e overlay são empregados para definir cavidades ou restaurações indiretas, de diferentes tamanhos, independente do material restaurador.
a) Intracoronárias (inlay) são cavidades confinadas no interior da extrutura dentária, como se fosse uma caixa aberta superiormente (sem tampa);
b) Intra-extracoronárias são preparos cavitários que podem apresentar cobertura parcial (onlay) ou total das cúspides (overlay) e/ ou outras faces do dente.
c) Extra-coronárias parciais são preparos cavitários dentários que envolvem faces axiais do dente (mesial, distal e lingual) e a face oclusal ou incisal.
d) Extra-coronárias totais são preparos cavitários dentários em que todas as faces axiais e oclusal ou incisal do dente são reduzidas e recobertas (overlay) pelo material restaurador.
Planos dentários
Para se determinar o sentido da inclinação e conseguir a denominação das paredes que formam uma cavidade, supõe-se que os dentes são atravessados por planos.
Considerando o plano longitudinal como o plano que passa pelo centro do dente da face oclusal ou incisal até o ápice radicular, podemos estudar 3 planos:
Horizontal: perpendicular ao eixo longitudinal do dente e o contra em qualquer ponto de sua longitude, r ecebendo o nome da superfície onde passa.
Vestíbulo-lingual: Chamado de áxio-buco-lingual, é o plano paralelo ao eixo longitudinal, dividindo o dente em mesial e distal
Plano mésio-distal: é vertical e paralelo ao eixo longitudinal. Divide o dente em vestibular e lingual.É o plano axio-mésio-distal

Nomenclatura das partes constituintes das cavidades.

São elas: paredes, ângulos diedros, ângulos triedros e ângulos cavossuperficiais.
As paredes são os limites internos da cavidade. Podem ser circundantes, quando são paredes laterais da cavidade, recebendo o nome da face do dente correspondente à ela ou da face mais próxima. Podem ser de fundo, correspondendo ao assoalho da cavidade e podem ser chamadas de axial (paralelas ao eixo longitudinal) e pulpar (perpendiculares ao eixo longitudinal).
Ângulos diêdros são formados pela união de duas paredes de uma cavidade e denominados segundo a combinação de seus respectivos nomes. De acordo com Black, serão do primeiro grupo, quando formados por paredes circundantes, serão do segundo quando formados por uma parede circundante e uma parede do fundo da cavidade, e do terceiro grupo quando formados pela união das paredes do fundo da cavidade.
Ângulos triedros são formados pelo encontro de 3 paredes e denomidados de acordo com suas respectivas combinações.
Ângulo cavossuperficial é o ângulo formado pela junção das paredes da cavidade com a superfície externa do dente.É também conhecido como margem. Embora esse termo seja indicado para designar a linha de união da superfície do dente com a borda do material restaurador colocado na cavidade.
Classificação das cavidades
Podem ser classificadas de acordo com a finalidade (terapêuticas e protéticas) e de acordo com a profundidade. As terapêuticas são aquelas realizadas em casos de cárie, abrasão,erosão, fratura ou outras lesões dos tecidos duros que tenham comprometido a estrutura da coroa parcialmente ou totalmente, cujo preparo cavitário é condicionado a uma restauração individual do dente que visa a reconstrução morfológica, funcional e estética. As protéticas são as preparadas para que as restaurações possam servir como retentores ou apoio para próteses fixas e removíveis. Não deixam de ser terapêuticas quando reconstroem o dente.

Black classificou assim:
Classe I: cavidades em regiões de má coalescência de esmalte, cicatrículas e fissuras na face oclusal de pré-molares e molares; 2/3 oclusais da face vestibular dos molares e na face lingual dos incisivos superiores, ocasionalmente na face palatina dos molares superiores.

Classe II: Cavidades nas faces proximais dos pré-molares e molares.
Classe III: Cavidades nas faces proximais dos incisivos e caninos, sem remoção do ângulo incisal.
Classe IV: Cavidades nas faces proximais dos incisivos e caninos, com remoção e restauração do ângulo incisal.
Classe v: cavidades no terço gengival, não de cicatrículas, das faces vestibular e lingual de todos os dentes.

sábado, 30 de outubro de 2010

PRÓTESE BUCOMAXILOFACIAL INTERNA MANDIBULARES

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FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE MANAUS
DISCENTE: ANDERSON ALMEIDA
ORIENTADOR: PROF. Dr. OSVALDO SHIRATA
PRÓTESE FACIAL, 2/2010
PRÓTESE BUCOMAXILOFACIAL INTERNA MANDIBULARES

 
INTRODUÇÃO
 
A perda de seguimento ósseo de mandíbula, seja por trauma ou por ressecção devido a tumores malignos, produz grave seqüela estética e funcional levando a uma perda da qualidade de vida. A reconstrução mandibular com placas de titânio tem se apresentado como uma boa solução, aumentando a auto-estima do paciente e devolvendo-o ao convívio social.
 
REVISÃO DA LITERATURA
 
GOMES e colab. (2001) relatam caso de paciente que procurou o serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, queixando-se de dor em região mandibular. A paciente relatou ter sido vítima de agressão física com fratura de mandíbula. Os exames extrabucal e intrabucal revelam assimetria facial, dor à palpação, alterações de motricidade, má oclusão dentária e limitação da abertura bucal. O diagnóstico por imagens revelou má fixação óssea em região de corpo mandibular direito e ramo mandibular esquerdo. A paciente foi submetida à cirurgia para reconstituir a oclusão dentária, sendo feito bloqueio maxilo-mandibular. Colocou-se uma placa de titânio fixada com parafusos e a liberação em seguida do bloqueio maxilo-mandibular da paciente.
 
KURAMOCHI e colab. (2006) Apresentam caso clínico de paciente de 20 anos, sexo feminino, que procurou o serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Hospital Regional Sul (SP) relatando dor espontânea, aumento de volume na hemiface esquerda e limitação de abertura bucal. A radiografia panorâmica mostrou imagem densa, radiopaca, com limites bem definido, programou-se a excerese total da lesão e osteotomia da tábua vestibular. Houve fratura da basilar mandibular no trans-operatório. Para redução e estabilização da fratura foi utilizada uma placa reconstrutiva de 2.4 mm de diâmetro associada a 8 parafusos de 2.4 mm de diâmetro. O bloqueio maxilo-mandibular rígido no trans-operatório, possibilitou-se uma correta manutenção do perímetro mandibular e oclusão com restabelecimento das funções mastigatórias.
 
MONTORO e colab. (2008) apresentam um caso clínico em que um Paciente que compareceu ao Ambulatório de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, com aumento de volume na região posterior direita de mandíbula. Uma biópsia confirmou presença de um ameloblastoma plexiforme. Planejou-se uma ressecção segmentar e reconstrução imediata com enxerto ósseo e placas de titânio. Uma placa de reconstrução 2.4mm foi moldada no arco mandibular antes da ressecção para preservar o contorno facial. O enxerto, retirado da crista ilíaca foi ajustado e posicionado, sendo imobilizado por ação compressiva da placa de reconstrução com parafusos bi cortical. Para auxiliar a manutenção do enxerto em posição foram instaladas mais duas placas com parafusos mono corticais próximas à crista mandibular.
 
OLIVEIRA FILHO e colab. (2007) apresentam um caso clínico de um paciente, que deu entrada no pronto socorro do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, vítima de trauma nas regiões submandibular e cervical alta. Após o controle do sangramento foi efetuada a limpeza de fragmentos ósseos e dentários inviáveis. Havendo grande perda óssea mandibular sendo necessário para a estabilização da mandíbula remanescente o emprego de uma placa de reconstrução em titânio, o que permitiu o aguardo de uma melhor condição clínica do paciente para se prosseguir com o tratamento e a enxertia óssea.
 
PAPADAS e colab. (2005) apresentam um caso de um paciente de 75 anos com uma lesão centrada na aurícula direita. Após exames radiográficos, tomografia computadorizada e biópsia foi submetido a remoção cirúrgica da lesão diagnosticada como carcinoma espinocelular, houve recidiva. Após um ano o paciente retorna com queixa de trismo intenso, otorréia no conduto auditivo externo e osso temporal direito, necrose óssea regional e paralisia facial direita. O paciente foi submetido à mastoidectomia radical, ressecção lateral de osso temporal, parotidectomia total, ressecção de nervo facial direito e mandibulectomia parcial direita. A articulação temporomandibular, o côndilo e o processo coronóide, o ramo ascendente e o corpo da mandíbula direita também foram incluídos na ressecção. Uma prótese de metal do côndilo direito combinada a uma placa de titânio de reconstrução foi usada para refazer a mandíbula.
 
DISCUSSÃO
 
FRATURA MANDIBULAR
 
Em 2001, GOMES e colab. relatam caso de paciente que procurou o serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, queixando-se de dor em região mandibular. Os exames extrabucal e intrabucal revelam assimetria facial, dor à palpação, alterações de motricidade, má oclusão e limitação da abertura bucal. O diagnóstico por imagens revelou má fixação óssea em região de corpo mandibular direito e ramo mandibular esquerdo. A paciente foi submetida a cirurgia para reconstituir a oclusão dentária. Colocou-se uma placa de titânio fixada com parafusos. O uso de miniplacas no tratamento das fraturas mandibulares mostrou-se um método eficaz com a diminuição do tempo de reparo ósseo e maior conforto no pós-operatório por ser biocompatíveis apresentam excelentes propriedades físicas e mecânicas, promovendo melhor estabilidade das fraturas. A técnica cirúrgica oferece maior conforto para o paciente no pós-operatório, já que não é necessária a manutenção do bloqueio maxilo-mandibular1.
 
PLACA RECONSTRUTIVA
Em 2006, KURAMOCHI e colab. apresentam caso clínico de paciente de 20 anos, que procurou o serviço de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial do Hospital Regional Sul (SP) relatando dor espontânea, aumento de volume na hemiface esquerda e limitação de abertura bucal. A radiografia mostrou imagem densa, radiopaca, com limites bem definidos. Programou-se a excerese total da lesão e osteotomia da tábua vestibular. Houve fratura da basilar mandibular no trans-operatório. Para redução e estabilização da fratura foi utilizada uma placa reconstrutiva de 2.4 mm e 8 parafusos de 2.4 mm de diâmetro. O bloqueio maxilo-mandibular rígido1 no trans-operatório, possibilitou-se uma correta manutenção do perímetro mandibular e oclusão com restabelecimento das funções mastigatórias. Em odontomas complexos menores, o acesso de escolha pode ser intra-oral. No entanto, em abordagens extra-orais como a descrita, deve ser considerada, devido ao tamanho da lesão, garantia da oclusão e perímetro mandibular, além da devolução imediata das funções mastigatórias com reconstrução primária por placa e parafusos de titânio2. Apesar de autores relatarem a possibilidade de enxertia em sítios infectados, decidiu-se por execução de enxertia óssea e colocação de implantes osseointegrados em segundo tempo cirúrgico em virtude de menor morbidade cirúrgica.
 
RESECÇÃO MANDIBULAR
 
Em 2008, MONTORO e colab., apresentam um caso clínico em que um Paciente compareceu ao Ambulatório de Cirurgia Buco-Maxilo-Facial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, com aumento de volume na região posterior direita de mandíbula. Uma biópsia confirmou presença de um ameloblastoma plexiforme. Planejou-se uma ressecção segmentar e reconstrução imediata com enxerto ósseo e placas de titânio. Uma placa de reconstrução 2.4mm foi moldada no arco mandibular antes da ressecção para preservar o contorno facial. Um enxerto retirado da crista ilíaca foi ajustado e posicionado, sendo imobilizado por ação compressiva da placa de reconstrução com parafusos bi cortical. Na radiografia pós-operatória podia-se notar bom posicionamento e dimensão do enxerto. Acreditamos que, se os princípios aqui expostos sejam seguidos, a reconstrução imediata após uma ressecção em bloco com margem de segurança é a melhor alternativa de tratamento dos ameloblastomas, por promover remoção completa da lesão e reabilitação estética e funcional do paciente no mesmo procedimento cirúrgico. Além disso, a reabilitação bucal com implantes osseointegrados pode ser realizada após um período relativamente curto, proporcionando ao paciente retorno às funções mastigatórias normais3.
 
RECONSTRUÇÃO MANDIBULAR
 
OLIVEIRA FILHO e colab. (2007) apresentam um caso clínico de um paciente que deu entrada no pronto socorro do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, vítima de trauma. O exame clínico revelou perda óssea envolvendo a região anterior da mandíbula. Após o controle do sangramento foi efetuada a limpeza de fragmentos ósseos e dentários inviáveis. Havendo grande perda óssea foi necessário para a estabilização da mandíbula remanescente o emprego de uma placa de reconstrução em titânio, o que permitiu o aguardo de uma melhor condição clínica do paciente para se prosseguir com a enxertia óssea. A utilização de placa de reconstrução permite que o procedimento de enxertia óssea seja realizado em tempo posterior. O enxerto ósseo autógeno pode ser uma alternativa válida na reconstrução de defeitos maiores que comprometem a porção alveolar e basilar da mandíbula. O protocolo empregado no caso clínico aqui apresentado tem se mostrado promissor, porém, uma casuística maior se torna necessária para que possamos definir com maior clareza os possíveis riscos e complicações da técnica4.

PROTESE CONDILAR

PAPADAS e colab. (2005) apresentam um caso de um paciente de 75 anos com uma lesão centrada na aurícula direita, exames radiográficos, tomografia computadorizada e biópsia diagnosticam carcinoma espinocelular, sendo na ocasiao, feita uma mastoidectomia modificada. Em um ano o paciente retorna com queixa de trismo intenso, e necrose óssea regional devida a radioterapia, com paralisia facial direita. Após exame de tomografia computadorizada, o paciente foi submetido a mastoidectomia radical, ressecção lateral de osso temporal, parotidectomia total e mandibulectomia parcial direita. A articulação temporomandibular, o côndilo e o processo coronóide, o ramo ascendente e o corpo da mandíbula direita também foram incluídos na ressecção. Uma prótese de metal do côndilo direito combinada a uma placa de titânio de reconstrução foi usada para refazer a mandíbula. Assim como com bons resultados estéticos.As placas de titaneo mantém o contorno da mandíbula e a oclusão dos dentes remanescentes. Em conclusão, há um grande número de opções para reconstrução de defeitos extensos da região temporal e parotídea com necessidade de grandes volumes de tecido. O uso de retalho miocutâneo de trapézio associado a placa de titânio para reconstrução de mandíbula apresenta resultados funcionais e estéticos aceitáveis e favorece a melhora da qualidade de vida dos pacientes acometidos por câncer da região5.
 
 
CONCLUSÃO
 
De acordo com a R L e discussão presentes, concluo que:
A reconstrução mandibular com uso de placas e parafusos de titânio é uma alternativa válida para devolver a funcionalidade e a estética do paciente com defeitos de continuidade mandibular.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
1. GOMES, A. C. A.; E SILVA, E. D. O.; CARVALHO, R.; GOMES, D. O.; FEITOSA, D. A.; MAIA, S. M. H., TRATAMENTO DAS FRATURAS MANDIBULARES: RELATO DE CASO CLÍNICO, Rev. Cir. Traumat. Buco-Maxilo-Facial,1﴾2﴿:31-38,jul/dez.,2001.
 
2. KURAMOCHI, M. M.; VANTI, L. A.; BERENGUEL, I. A.; PEREIRA, W. L.; ZANGRAND, D., Acesso Extra-Oral para Reconstrução Primária em Odontoma Complexo Raro em Mandíbula, Revista Portuguesa de Estomatologia, Medicina Dentária e Cirurgia Maxilofacial, 47(1):, 2006.
 
3. MONTORO, J. R. M. C.; TAVARES, M. G.; MELO, D. H.; FRANCO, R. L.; MELLO FILHO, F. V.; XAVIAR, S. P.; TRIVELLATO, A. E.; LUCAS, A. S., Ameloblastoma mandibular tratado por ressecção óssea e reconstrução imediata, REVISTA BRASILEIRA DE OTORRINOLARINGOLOGIA, 74(1)jan/fev.,2008.
 
4. OLIVEIRA FILHO, M. A.; ALMEIDA, L. E.; PEREIRA, J. A.; LEMOS, A. E., Reconstrução de defeito de continuidade em mandíbula com posterior reconstrução alveolar, RGO, 55(3):305-310,jul/set.2007.
 
5. PAPADAS, T.; GOUMAS, P.; ALEXOPOULOU, M. M.; PAPAKYRIAKOS, L., PAPAVASILOU, D.; ANTONOPOULOS, D., Pacientes miológicos com defeitos extensos: Opções de reconstrução. Relato de caso, Rev Bras Otorrinolaringol.,7(1): 87-90, jan/fev.,2005.
 

domingo, 24 de outubro de 2010

Trauma dentário – como salvar um dente

Trauma dentário – como salvar um dente
O trauma dentário acontece inesperadamente na forma de um acidente, principalmente nas brincadeiras de criança como andar de bicicleta, patins e skate, ou na prática de esportes, acidentes automobilísticos. Portanto, o cuidado é a única forma de evitar o trauma em dentes de leite ou permanentes e a ação rápida e eficaz, com os procedimentos corretos, podem salvar um dente.
Um trauma pode ocorrer:
• Uma batida mais leve sem grandes problemas para o dente,
• Uma batida com alguma perda dental ou fratura,
• Intrusão dental, ou seja, o dente afunda na gengiva
• Avulsão - quando o dente sai da boca.
A coisa mais importante em todos os casos é procurar o dentista o mais rápido possível, para que ele
possa avaliar e determinar o melhor tratamento.
Diante de um acidente devemos acalmar a pessoa, que pode se assustar com possíveis sangramentos. Identificar o que realmente aconteceu, procedendo da seguinte forma:
1- nos casos de fratura do dente: procure o fragmento, coloque-o dentro de um recipiente com soro fisiológico, leite ou água limpa e procure o dentista com o fragmento. O pedaço do dente talvez possa ser colado.
2- quando ocorre um desalinhamento ou mobilidade: com uma gaze tente alinhar suavemente o dente, sem pressionar forçadamente. Procure um dentista rapidamente.
3- quando o dente sai inteiro da boca: localize o dente e pegue-o
pela coroa (nunca mexa na raiz), lave em soro fisiológico, leite ou água limpa e tente recolocá-lo de volta no seu lugar e procure o dentista. Se não conseguir, coloque o dente em um recipiente com soro ou leite e procure um dentista imediatamente, pois o tempo é fundamental para salvar o dente. Nos casos de dentes de leite, o reimplante do dente é contra-indicado.
Para todos os traumas dentários o sucesso depende dos procedimentos adequados e, principalmente, do tempo em que o dano for reparado, por isso procure um dentista imediatamente, reimplantes dentários até duas horas após o acidente tem grande chance de dar certo.

ERUPÇÃO DENTÁRIA

ERUPÇÃO DENTÁRIA
ORDEM DE ERUPÇÃO DOS DENTES DE LEITE
Por volta dos seis meses de idade inicia o aparecimento dos primeiros dentes da criança, os quais ocorrerão na seguinte ordem:
1. Incisivos centrais
2. Incisivos laterais
3. Primeiros molares
4. Caninos
5. Segundos molares
Aos dois anos a dentição da criança está completa, com 20 dentes, 10 inferiores e 10 superiores.
Uma idéia ainda bastante comum é a de que a dentição decidual não é para levar a sério uma vez que será perdida numa idade ainda muito nova para dar lugar aos dentes permanentes. Muitos por isso pensam que como é uma dentição que será substituída, qualquer dano ou perda prematura, não é importante. Isto é uma visão errada e tem prejudicado o desenvolvimento dental das crianças. Possivelmente porque têm sido chamados de "dentes de leite" ou "dentes de bebê". Todos os dentes deciduais (de leite) podem estar em uso dos dois aos sete anos, ou seja 5 anos no total. Alguns dos dentes deciduais estão em uso desde os seis meses até aos doze anos, 11 anos e meio ao todo.
O PRIMEIRO MOLAR PERMANENTE
Aos seis anos surgem os primeiros molares permanentes inferiores. Apesar de ser um dente grande, que destoa dos demais, geralmente não é notado pelas mães, e quando notado, muitas vezes é confundido com um dente de leite. Geralmente é o primeiro a estragar. É preciso ter um cuidado todo especial com
esse, pois é o dente que fica mais tempo na boca.
A ordem normal na qual os dentes permanentes fazem a sua erupção é a seguinte.
1. Primeiros molares.
2. Incisivos centrais e laterais inferiores.
3. Incisivos centrais superiores.
4. Incisivos laterais superiores.
5. Caninos inferiores.
6. Primeiros pré-molares.
7. Segundos pré-molares.
8. Caninos superiores.
9. Segundos molares.
10. Terceiros molares
Uma dentição permanente completa é constituída por 32 dentes (16 superiores e 16 inferiores).